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Object storage em perspectiva

Nas últimas décadas, o provisionamento baseado em file e block vem atendendo as demandas do mercado de armazenamento. Há apenas alguns anos, essas abordagens tradicionais começaram a apresentar sinais de fadiga ao serem desafiadas a suportar novos modelos de negócios. Transformações como a rápida difusão da computação em nuvem e sua ampla aceitação, ou ainda a necessidade do armazenamento e processamento de dados não estruturados, são exemplos de padrões de processamento que impuseram uma alteração significativa aos requerimentos das plataformas de armazenamento.

É importante termos claras também as características e limitações das tecnologias legadas (file e block). O armazenamento file vem sendo provisionado por meio de uma arquitetura NAS, que pode operar em redes locais, com capacidade de endereçar o armazenamento e controlar o gerenciamento de milhares ou milhões de arquivos. Por outro lado, aspectos como o significativo esforço de gerenciamento, a centralização de metadados e as estruturas de controle de concorrência de acesso para cada file system em múltiplos nós de NAS, representam barreiras significativas para escalabilidade, desempenho e controle em um ambiente distribuído com petabytes de dados sem a necessária eficiência para operar de forma distribuída.

Da mesma maneira, ao observarmos o armazenamento block, sendo provisionado via NAS, percebemos uma abordagem extremamente eficiente para modelos de processamento transacionais (OLTP) em que aplicações como bancos de dados podem recuperar e manipular informações pertinentes a cada transação com o mínimo de interferência nas informações relacionadas às operações concorrentes.

Nesse cenário, o elemento de maior sensibilidade é a latência induzida pela distância. E é por esse motivo que operações baseadas em bloco não operam de forma eficiente através de longas distâncias.

Com base nas referências de file e block, vamos investigar como o armazenamento orientado a objeto se difere. Um objeto inicialmente é definido como o dado e seu metadado, agrupados de maneira indivisível formando um objeto. A este objeto é atribuído um identificador (ID) único, que pode ser calculado a partir do próprio objeto (dado + metadado). Um objeto será sempre recuperado por uma aplicação através da invocação de ID do objeto que será passado ao object storage system para recuperação. Diferente de arquivos e file systems, objetos são armazenados em uma estrutura flat na forma de pool. Ao pesquisar por determinado objeto através de seu ID, o sistema de armazenamento vai recuperá-lo no local ou remotamente. Essa flexibilidade está associada exclusivamente ao armazenamento na forma de objetos, ou seja, file e block não possuem tais possibilidades em suas estruturas, dependendo de aplicações e mecanismos externos.

Scality RING Object Storage Solution
Colocando em perspectiva as diferenças entre essas arquiteturas e a adoção de uma plataforma de armazenamento orientado a objeto, as questões de compatibilidade de certa forma representam um desafio de migração e convivência entre esse ecossistema de armazenamento tão diferente em suas implementações. A solução Scality implementa, então, conectores que estendem as capacidades entre o armazenamento tradicional de file e block com o armazenamento na forma de objetos.

A arquitetura da solução Scality RING inclui os seguintes elementos:
• Storage servers – Dedicados para armazenamento e operações de persistência de dados (leitura e escrita);
• Connectors – Processos instalados individualmente e destinados à tradução
de requisições de determinados protocolos e servidores, coordenando o acesso desses requerimentos junto ao RING;
• Supervisor – Servidor independente destinado a prover console de administração do RING além de manter as estatísticas de funcionamento e acesso do RING. O supervisor não possui nenhuma funcionalidade que impacte na disponibilidade do RING.

Assim, a solução Scality RING opera sobre uma plataforma de servidores padrão de indústria x86, suportando interconexão com seguintes elementos: NFS, CIFS, FTP, AFP e Hadoop.

Leia mais:
Scality RING on HP ProLiant servers http://h20195.www2.hp.com/V2/GetDocument.aspx?docname=4AA5-4981ENW&cc=us&lc=en

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