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A transformação das redes de data centers

O avanço das redes de data centers nas últimas duas décadas é notável. No entanto, a evolução ficou limitada à velocidade das interfaces, à arquitetura interna de hardware dos elementos de rede e de funcionalidades relacionadas a performance e estabilização de protocolos de camada 2. O modelo tradicional hierárquico de três camadas com alta taxa de oversubscription reinou absoluto e foi eficiente para atender às necessidades dessa geração de TI. Porém, o cenário é dinâmico e esses conceitos estão se transformando rapidamente.

Hoje em dia, a arquitetura das redes de data centers passa por um processo de redefinição, impulsionada pelas inovações de um novo estilo de TI que demanda maior agilidade e desempenho.

Grandes organizações que prestam serviços de internet em larga escala, como Google, Facebook e Microsoft, quebraram o paradigma da arquitetura de redes de data centers em busca de desempenho, simplicidade e agilidade. Essas empresas desenvolveram data centers webscale, em que amadureceu um novo conceito de arquitetura de redes, otimizado para endereçar o perfil de tráfego essencialmente “leste-oeste” dessas novas aplicações. Também conhecida como leafspine, esta arquitetura de duas camadas se baseia no modelo CLOS de comutação de três estágios. Proposto por Charles Clos nos anos 1950, esse modelo foi utilizado inicialmente em redes de telecomunicações.

Atualmente, ele foi revisitado na arquitetura interna de equipamentos de comutação de redes.

O conceito de non-blocking fabric de redes CLOS, agora também aplicado às redes de data centers, não só altera a topologia das interconexões, mas também promove uma ampla utilização da capacidade das interfaces dos switches. Técnicas como TRILL, SPB e protocolos de roteamento OSPF e BGP, entre outros, são cada vez mais utilizadas, porque permitem a minimização do uso ou até a com pleta remoção do protocolo Spanning Tree, o que resulta na redução da ociosidade de inter faces dentro do data center. Um exemplo desse conceito é a a linha FlexFabric de switches para data centers da HPE, concebida para endereçar todas essas demandas de tráfego e funcionalidades por meio de uma arquitetura nonblocking e uma grande variedade de modelos, em formatos fixos e modulares, capazes de atender aos mais diversos cenários.

Assim, embora a evolução do hardware continue exercendo papel relevante nas redes de data centers, o principal agente transforma dor na atualidade tem sido o software. Além das tradicionais soluções de gerenciamento e provisionamento, os softwares para data center agora abrangem sistemas de virtualização de redes, assim como orquestração e automação de processos operacionais.

Nesse contexto, um grande desafio é proporcionar a opção de escolha e coexistência de diferentes soluções e fabricantes. A utilização de padrões e protocolos abertos são a melhor estratégia de proteção ao investimento e redução da dependência de um fabricante específico.

Soluções baseadas em projetos open source já são realidade dentro dos data centers e têm se mostrado eficientes, escaláveis e econômicas para diversos cenários e utilizações. Elas abrangem desde a camada de orquestração com OpenStack, passando por controladoras SDN ODL, sistema operacional OpenSwitch, até chegar ao chamado “hardware desagregado” (brite-box – branded white box), que vem despertando grande interesse do mercado por proporcionar enorme flexibilidade na combinação entre hardware e o respectivo sistema operacional.

A Hewlett Packard Enterprise contribui e lidera importantes iniciativas e projetos nas comunidades open source. Assim, apoia não só o desenvolvimento de funcionalidades avançadas disponíveis para a comunidade como um todo, mas também acelera a adoção desses padrões abertos na indústria, tudo de forma segura, escalável e certificada por meio de soluções como Helion OpenStack e switches brite-box da linha Altoline. Portanto, o segredo do sucesso das corpo rações nesse movimento de transformação de TI em uma infraestrutura híbrida e flexível está na combinação de todos esses fatores: desempenho, agilidade, integração e, principalmente, liberdade de escolha.

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