IT Forum 365
TI híbrida

Por que precisamos falar sobre TI híbrida?

Estrutura permite que empresas usem os dados de maneira estratégica; é possível economizar 85% de tempo para administrar o armazenamento

A disrupção digital, que atinge empresas de todo o mundo, exige o desenvolvimento de uma nova ideologia: a TI híbrida. Isso porque, com o aumento da adoção de tendências como Internet of Things (IoT); IT4IT, arquitetura de referência; Big Data e Analytics, o funcionamento da TI precisa mudar para garantir o uso correto – e a segurança – dos dados.

Com isso,  o CIO deve trabalhar para se tornar estrategista e provedor de serviços internos. A seguir, Dana Gardner, analista principal da Interarbor Solutions, consultoria americana de TI, entrevista Neil Thurston, CIO da Logicalis Group no Reino Unido, sobre como a TI híbrida pode ajudar as empresas no caminho rumo à transformação digital e quais são os principais desafios dessa migração.

Gardner: O que há de errado com a velha ideologia da TI?

Thurston: O que estamos enfrentando hoje é a oposição entre aquilo que fizemos por um longo tempo e o que grandes fornecedores têm desenvolvido com cloud computing. Atualmente, a tecnologia nos permite operar em um verdadeiro ambiente híbrido. Com isso, não teremos mais ilhas isoladas de inovação. Tudo se conectará, em um único conjunto de ferramentas ou plano de controle, para que a empresa possa trabalhar todos os dados, independentemente de onde estejam, para aperfeiçoar os resultados e o atendimento ao cliente.

 

Gardner: Quando converso com profissionais de TI, percebo a preocupação de que, ao mudar para um ambiente híbrido, eles ficarão com a responsabilidade, mas sem a autoridade para controlar esses diferentes elementos. Isso realmente acontece?

Thurston: Eu entendo de onde vem esse ponto de vista. Muitos de nossos clientes refletem sobre isso. Vemos várias organizações em que os CIOs escolheram e selecionaram o gerenciamento de serviços e práticas como ITIL (Information Technology Infrastructure Library, um conjunto de boas práticas em TI), por exemplo. Porém, vemos frameworks de gerenciamento de serviços de TI mais pragmáticos vindo à tona. De fato, eles estão se tornando mais gerenciadores de cadeia de suprimentos do que de hardware e instalações. Definitivamente, há uma mudança, mas também há estruturas que entram em jogo e permitem lidar com isso.

 

Gardner: A ideologia da TI híbrida significa obter a combinação certa e manter essa mistura de elementos sob algum tipo de controle. Talvez, seja simplesmente com base na gestão ou em uma estrutura de automação. Não sabemos como isso será nos próximos cinco anos. Não acha?

Thurston: Há duas peças nesse quebra-cabeça: os aplicativos e serviços reais; e os dados. Existe uma importância maior para os dados, que representam o novo dinheiro das indústrias e, por isso, precisam ser protegidos. Então, para avançar, é preciso proteger bem esses dados. As pessoas estão percebendo lentamente, por meio do que outras estão fazendo – e também de suas próprias experiências (boas ou ruins) – que a TI híbrida é o caminho a seguir.

 

Gardner: É quase como se estivéssemos controlando os processos sem necessariamente ter controle total sobre o que acontece. Mas isso pode não ser uma coisa ruim. O que acha?

Thurston: Tenho um caso de uso muito rápido. Um de nossos clientes vem usando, nos últimos cinco anos, o Amazon Web Services (AWS), mas tem a sensação de que está preso na plataforma. Seus desenvolvedores estiveram ao longo dos anos usando mais e mais serviços da plataforma, e eles não conseguiam tornar esses códigos portáteis e levá-los para outro lugar.

Este ano, decidiram fazer uma transformação e adotaram o Cloud Foundry, uma plataforma como serviço aberta (PaaS). Dessa forma, a empresa tem instâncias de Cloud Foundry no Pivotal da Amazon Web Services (AWS), mas também no Bluemix da IBM e em outros provedores. A companhia está codificando uma vez – e implantando em qualquer outro lugar. Assim, tem um tecido de dados separado que regula os dados na sequência. Existem novas arquiteturas emergentes que ajudam a lidar com isso.

 

Gardner: Nos recentes eventos do HPE Discover, vimos a computação baseada em memória, e outras novidades nesse sentido. Diante disso, mesmo com a nuvem pública sendo boa para algumas coisas, há muita atração por algumas dessas tecnologias novas. É essa a combinação que você está tentando adotar para seus clientes?

Thurston: Sim. Temos a mesma visão da HPE, de encontrar a combinação certa. Vemos que, em certas indústrias, sempre haverá dados regulamentados, que são realmente difíceis de controlar em um espaço público na nuvem, onde você não tem a ideia real de onde estão as informações. Você não pode facilmente ordená-los fisicamente, por exemplo. A HPE está à frente com várias tecnologias em nossa área, e uma delas é o HPE Synergy, uma solução para gerenciamento de computação, armazenamento e rede.

 

Gardner: Pode dar um exemplo de estrutura criada para um cliente? Como um ambiente de TI híbrida se traduz em capacitação e benefícios empresariais e, talvez, até em vantagens  econômicas?

Thurston: A Universidade de Wolverhampton, no Reino Unido, é um de nossos clientes. Implementamos um ambiente híbrido, com soluções em todo o campus. Onde normalmente teríamos nuvens díspares, agora temos um único sistema controlado pelo OneView que permite equilibrar todas as cargas de trabalho, em todos os seus departamentos. Isso está trazendo mais agilidade para a universidade. Antes, as áreas demoravam de 12 a 16 semanas para cumprir algumas demandas. Agora, todo processo pode ser feito dez vezes mais rápido. Do ponto de vista operacional, a universidade colhe os benefícios de um sistema vastamente reduzido e, mais importante, tiveram uma economia de 85% de tempo para administrar o armazenamento.

Para ler a entrevista completa, acesse Why you need Hybrid IT.

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Imagem: Depositphotos

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