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História de pescador nos rios da Amazônia

Diretor de Pre-Sales encontra na pesca esportiva o seu porto de paz e lazer

 

Computador, celular, e-mail, buzina e prédios dão lugar para vara, carretilha, molinete, anzol, barco e vastidão dos rios na Amazônia. Essas são as ferramentas que Rodrigo Guercio, Diretor de Pre-Sales, usa em seu hobby: a pesca esportiva. O administrador, que é casado e tem três filhos, encontrou na atividade o equilíbrio necessário para sua saúde e uma nova paixão que para ele era vista como perda de tempo, antes de conhecê-la melhor.

Rodrigo não se imaginava parado em um barco à espera de um peixe. Porém, após diversos convites do cunhado, ele resolveu arriscar e tirar as suas próprias conclusões sobre a atividade. O Diretor arrumou emprestado os equipamentos de pesca e foi rumo à Amazônia para uma aventura inédita, descobrindo novos cenários e a si mesmo. A partir daí, ele não se desligou mais da prática e a transformou em seu lazer.

 

DESTAQUE OLHO

“A pesca me permitiu uma conexão com coisas muito simples as quais descobri que são essenciais para o meu equilíbrio e para a minha saúde. É um momento só meu que me permite um ‘reset’ mental em contato com a natureza e sem nenhum equipamento eletrônico. Volto melhor para o meu dia a dia na HPE e para minha família.”

No meio de uma natureza exuberante com novos cheiros e sabores, Rodrigo viu que a pesca tem muita ação! Em um dia típico, são mais de mil arremessos debaixo de um sol muito forte e com média de temperatura entre 42ºC e 45ºC graus. A rotina também é puxada: o dia começa por volta das 4h30 e termina entre 19h e 20h. Durante o dia, o alvo é o tucunaré, o peixe mais esportivo no mundo, e, ao anoitecer, os equipamentos são trocados e inicia-se a pesca de espera com isca viva para fisgar pirararas, piraíbas e outros, chamados de “peixe-de-couro”.

 

Os mistérios da Amazônia

Para o Diretor, poucos lugares são tão bonitos e com uma natureza tão exuberante e intocável como a Amazônia. As espécies de peixes do local estão entre as maiores do mundo e levam décadas para ficar em grande porte e isso fascina muitos pescadores, afirma Rodrigo. A preservação do local é essencial para a continuidade do turismo e da pesca: “a região é muito bem guardada pela polícia ambiental e pelo exército. Para praticar pesca esportiva na Amazônia, é preciso ter uma licença específica e não é raro ser abordado para averiguar se tudo está de acordo”.

O planejamento para a viagem envolve uma logística pesada: comida, bebida, combustível para os barcos e como tratar o lixo. Além disso, Rodrigo acompanha o nível dos rios e mapeia os afluentes via satélite para estudar o melhor período da pesca que, normalmente, é entre setembro e outubro.

Rodrigo conta que a maioria das pessoas acredita que indo à Amazônia irão encontrar literalmente milhares de peixes e infinitos animais, mas as condições climáticas são tão adversas que pregam algumas peças aos visitantes. Por exemplo, quando chove muito, o nível dos rios sobe e os peixes se escondem. “É frustrante realizar centenas de arremessos e não pegar absolutamente nada”, detalha o diretor.

 

DESTAQUE OLHO

“Já pesquei em outros locais do país e do continente: Santa Catarina, Minas Gerais, Argentina e na fronteira do Uruguai. Do rio ao alto mar. No entanto, nenhum local é tão fascinante como a Amazônia.”

 

BOX

Planejando a viagem: o início da aventura

– A mala precisa ser muito pequena, pois o avião não comporta mais do que 8 kg de bagagem por tripulante;

– É necessário levar remédios dos mais diversos. A cidade mais próxima às vezes pode estar a mais de 48h de barco;

– Dependendo do tamanho do barco e da tripulação, são gastos cerca de 2,5 mil litros de combustível;

– Para uma tripulação de pesca com 10 pessoas seguem outras 10 ou 15 para dar apoio e suporte a tudo que precisa ser feito no dia a dia do barco.

 

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Saiba mais sobre a pesca esportiva

A pesca esportiva é a arte de fisgar o peixe pelo prazer de pescar e não para o consumo ou comércio. Ao pegá-lo, os pescadores pesam, medem e fotografam para depois devolvê-lo vivo a natureza. A ideia é devolver o animal para seu habitat natural e, assim, permitir que ele cresça e aumente a população. O Brasil tem um grande potencial para o desenvolvimento da atividade graças à variedade de peixes e à grande extensão costeira e rede hidrográfica.

 

 

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