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Do atendimento à segurança: 5 tecnologias que revolucionam os bancos

Blockchain, inteligência artificial e Big Data são duas delas; 21,9 bilhões de transações bancárias feitas em 2016 foram via mobile banking

O uso do mobile banking superou, pela primeira vez, o do internet banking: 21,9 bilhões de transações, número 96% maior do que o registrado em 2016, como mostra pesquisa feita pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Segundo o estudo, as instituições bancárias investiram R$ 18,6 bilhões em tecnologia no ano passado, com destaque para recursos para aperfeiçoar os canais de autoatendimento e mobilidade, reflexo das mudanças de comportamento do consumidor, mais adepto ao mundo virtual e às novas tecnologias bancárias, e que busca acesso a partir de um aplicativo móvel sem que haja diferença na experiência ou preocupação com segurança da informação.

Os dados da Febraban mostram que 9,5 milhões de clientes já são considerados heavy users no mobile banking, ou seja, realizam mais de 80% de suas operações por esse canal. E o uso do mobile deve crescer ainda mais com o avanço das contas totalmente digitais. Hoje, são quase um milhão de contas abertas por meio totalmente eletrônico, e a expectativa é que esse número chegue a 3,3 milhões até o final do ano.

“A transformação digital  no setor bancário já começou e temos visto uma disrupção no modelo de negócios”, diz Samuel Baccin, diretor de vendas da Hewlett Packard Enterprise. Segundo ele, serviços em cloud híbrida, gerenciamento de risco com processamento in-memory, análise e inteligência em social media e, principalmente, extração de informação centralizada de diferentes bases, utilizando algoritmos, são algumas das tecnologias. “Tudo isso para fornecer ao cliente uma experiência personalizada, com a possibilidade de diferentes serviços, de acordo com o perfil de cada um”, completa Baccin.

Nesse cenário, algumas ferramentas ganham força e podem revolucionar o setor – do atendimento ao cliente à segurança da informação:

1. Inteligência artificial
A perspectiva é que, com o tempo, o sistema aprenda mais sobre interações, até então exclusivas às pessoas, e automatize o processos”, afirma o consultor Cezar Taurion, sócio e head de transformação digital da Kick Ventures. O banco americano JP Morgan, por exemplo, iniciou um projeto em IA chamado COIN (Contract Intelligence) que realiza automaticamente análises de acordos de empréstimos – atividade que consome, em média, 360 mil horas de trabalho por ano de advogados e agentes de crédito. O software, além de revisar os documentos em segundos, é menos propenso a erros. Atualmente, as instituições bancárias brasileiras já utilizam IA na extração e estudo de imagens em ATMs (caixa eletrônicos), detectando atitudes suspeitas, e no atendimento ao cliente, com o uso de assistentes virtuais.

2. Criptografia e  chaves-de segurança
As informações mais delicadas, como registro de clientes, devem ser criptografadas e protegidas por tecnologias de duplo fator de autenticação  antes de serem processadas ​​e armazenadas em centros de dados privados ou em cloud. Entre as ferramentas de duplo fator de autenticação estão as chaves de segurança e confirmação de códigos enviados via SMS. Há, ainda, programas que devem ser instalados pelo cliente para criptografar os dados diretamente da máquina do usuário.

3. Big Data
Além do uso da inteligência para realizar atendimento, é possível aproveitá-la para detectar ameaças e ataques. Com a integração dos dados e o uso de plataforma de informações de segurança e gerenciamento de eventos (SIEM), as instituições podem correlacionar alertas de proteção e transformá-los em inteligência acionável. A análise de Big Data potencializa a visualização de ameaças em tempo real e aumenta a resposta a incidentes, além de possibilitar a identificação de ações maliciosas, com análise de comportamento.

4. Memory-Driven-Computing
Trata-se de uma arquitetura customizada para a era do Big Data, que utiliza a computação centrada em memória para acelerar o processamento de grandes volumes de dados, mesmo que estejam espalhados geograficamente. Hoje, os bancos privados brasileiros conseguem, por exemplo, processar e fazer uma análise preditiva de apenas 3% do volume de dados disponíveis, proporção que pode chegar próximo de 100% com a tecnologia. Assim, podem correlacionar as informações e oferecer serviços e ofertas dirigidas – e personalizadas – aos clientes. “Tecnologias como o Memory-Driven-Computing estão moldando a economia das ideias e impulsionando a era da evolução digital bancária, principalmente pela necessidade do tempo de resposta imediato” completa Baccin.

5. Blockchain
A tecnologia, que utiliza algoritmos de software para gravar e confirmar transações com confiabilidade e anonimato, possibilita um novo modelo de organização distribuída (DAOS). Por meio dela, é possível rastrear o processo de ponta a ponta e as informações não podem ser apagadas, tornando as transações tão seguras e confiáveis quanto no mundo fechado e centralizado atual – algo importante na cultura digital, em que as pessoas realizam a maioria das ações via aplicativos móveis. “Blockchain é a evolução de outras tecnologias já utilizadas, como criptografia, internet e cloud computing”, explica Ricardo Wolf, diretor da GOV4IT, empresa especializada em governança e consultoria de TI, de São Paulo.

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Imagem: Depositphotos

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