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Como a hiperconvergência ajuda o negócio?

No artigo “Por que as empresas estão ado- tando uma TI híbrida? ”, da revista Innova em sua edição de Fevereiro de 2016, mostramos que a agilidade em TI é a condição vital para a empresa conseguir inovar e obter diferenciais competitivos. Para alcançar esses objetivos, é necessário uma TI híbrida, que combina a TI tradicional com a computação em nuvem, viabilizando a implementação de novas ideias e modelos de negócio. Por isso, via-se uma crescente adoção dessa tecnologia e o aumen- to significativo da demanda por uma infraes- trutura convergente, orquestrada, ágil e que fornecesse mais economia de espaço físico e menor consumo de energia e refrigeração. Historicamente, foi em 2009 que a HP mate- rializou o conceito de infraestrutura conver- gente e trouxe ao mercado a primeira a linha de produtos – o HP ConvergedSystems – que unia servidores, armazenamento, rede, energia, refrigeração e gerenciamento, pré-integrados de fábrica, com o objetivo de acelerar os resultados para o negócio. Desde então, assistimos a um crescimento significativo na adoção desse tipo de arquitetura, como corrobora o relatório do Gartner “2015 Forecast Analysis for Integrated Systems”, prevendo um aumen- to na taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 19% entre 2014 e 2019 e alcançan- do a marca de US$ 20,4 bilhões.

No entanto, apesar do crescimento previsto, a dinâmica de mercado criou novas demandas e vem exigindo respostas ainda mais rápidas. Vivemos hoje na “Economia das Ideias”, em que o que determina o sucesso de uma empresa é a agilidade com a qual consegue, a partir de uma ideia, criar um novo produto ou serviço, com o menor time-to-market possível – ou time-to-service, no caso de empresas públicas. É importante salientar, entretanto, que as arquiteturas tradicionais e os sistemas legados não conseguem acomodar as novas demandas, que criam cargas de trabalho com características bem diferentes das existentes na TI tradicional. Para responder a essas de- mandas de negócio, muitas empresas, privadas e públicas, iniciaram projetos de computação em nuvem, virtualização e automação com vistas a obterem maior agilidade em TI. Porém, um bom número desses projetos tem levado muito tempo, tornado o gerenciamento mais complexo e o custo operacional mais alto. Assim, à medida em que as empresas embar- cam na jornada de transformação da TI, consolida-se uma nova categoria de infraestrutura de TI, a hiperconvergência.

O que é a hiperconvergência?
A hiperconvergência é o próximo passo na evolução da arquitetura de TI. Trata-se de uma solução com servidores padrão de indústria, que escala horizontalmente (scale out), de forma linear, armazenamento, rede, hypervisor e gerenciamento, entregue sob a forma de um hyper converged appliance, pré-confgurado, pré-integrado de fábrica, seguindo as melhores práticas de implementação.

A ideia é que, para o usuário, a tecnologia seja simples de comprar, instalar, executar e gerenciar, entregue alta performance, baixo risco quanto à continuidade para o negócio, gerência de ciclo de vida e suporte proativo, e proporcione crescimento sem silos e pronto para futuras inovações.

Onde a hiperconvergência é aplicável?
Primeiramente, apesar dos muitos pontos posi- tivos que esse tipo de arquitetura traz, vale res- saltar que a hiperconvergência não é a solução para endereçar todas as demandas de negócio e todos os tipos de cargas de trabalho, como colocam alguns dos entusiastas e fornecedores de solução hiperconvergente do mercado. Assim, entre as várias demandas para as quais a hiperconvergência é indicada, encontram-se: • Escritórios Remotos e Filiais – Os negócios em escritórios remotos e filiais precisam ser suportados por uma infraestrutura robusta, segura e confiável, que garanta a continui- dade do negócio, através do backup remoto centralizado, proteção e replicação de dados, e também a rápida recuperação em caso de desastre. Ao mesmo tempo, essa tecnologia precisa ser de simples implementação (pré-integrada), fácil de escalar e de gerenciar ambientes em múltiplos sites.

• Virtual Desktop Infrastructure (VDI) – Implementação de ambientes VDI que dão aos colaboradores acesso a aplicações e dados centralizados, com performance, de maneira segura e consistente, estando esses usuários no site principal ou em locais remotos. A arquitetura de referência para VDI implementada na solução de hiperconvergência é indicada para usuários com características mistas: dedicado (persistent), compartilhado (non-persistent) e para estações de trabalho de alta performance para power users.
• Aplicações de Negócio – Em muitas organizações existe a necessidade de trazer agilidade às áreas de negócio, para que possam expandir a sua capacidade e performance e atender sem depender ou causar uma sobrecarga de trabalho na área de TI. Outro fator importante é a fácil implementação da alta disponibilidade para a continuidade do negócio e de políticas de recuperação em caso de desastre.
• Ambientes de Teste e Desenvolvimento – Na “Economia das Ideias”, os desenvolvedo- res têm cada vez um papel mais relevante e estratégico. Por isso, ser capaz de responder às suas demandas com agilidade é importan- tíssimo e passa pela melhoria da eficiência operacional da TI, na gerência e no planeja- mento de capacidade, com a implementação da automação e orquestração, possibilitando SLA’s mais altos e menores custos.
• Virtualização e TI Híbrida – a hiper- convergência é a maneira mais rápida de implementar e expandir um ambiente virtualizado – uma verdadeira VM vending machine. Além disso, é a ferramenta que viabiliza a interoperabilidade entre a TI tradicional, a nuvem privada e a nuvem híbrida, por meio da criação de uma plataforma multi-cloud usando HPE CloudSystem, VMware e/ou Azure.

As vantagens do uso de uma solução hiper-convergente são claras. No entanto, o maior desafio para sua adoção não é tecnológica, mas a mudança no modus operandi de pensar. Para obter os benefícios completos da hiper- convergência, as organizações precisarão pensar sobre a compra de TI em termos de agi- lidade e time-to-market – ou time-to-service – deixando a aquisição das partes e posterior integração, por um modelo de adquirir soluções de TI convergentes e hiperconvergentes. E, para que isso seja possível, é necessário que a estratégia de TI esteja realmente ligada aos objetivos de negócio.

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