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Empresas que avaliam o ROI tem mais sucesso na adoção de cloud

Cálculo ajuda na criação de uma estratégia bem definida de migração para a nuvem; é importante considerar os gastos indiretos, como treinamentos, implementação e horas de trabalho da equipe

Até 2020, 94% dos negócios terão soluções em cloud computing, segundo pesquisa feita pela IDC. Porém, a consultoria aponta que são poucas as empresas que conseguem usar a tecnologia para dar mais agilidade ao negócio: das 68% das companhias que já utilizam cloud, apenas 3% delas contam com estratégias otimizadas, ou seja, capazes de gerar resultados efetivos.  Entre as maneiras de ter mais sucesso como uso da nuvem, está a realização de uma análise completa do Retorno sobre o Investimento (ROI), antes de adotá-la.  

“A migração em si, tecnicamente falando, requer muita atenção nas etapas de planejamento. Calcular o ROI é imprescindível para ajudar na argumentação com os líderes das áreas de negócios e para minimizar todas as outras dificuldades de uma migração para a nuvem, como proteção e disponibilidade dos dados”, explica Kauê Carvalho, coordenador-geral de TI da consultoria Stato. Segundo ele, ter os cálculos em mãos demonstra controle sobre a infraestrutura atual e reforça a importância de um projeto em nuvem e a preocupação em maximizar qualidade x benefícios, gastando menos.

Como calcular

Para calcular efetivamente o ROI, é importante considerar também os gastos indiretos, como treinamentos, implementação, horas de trabalho da equipe e possíveis integrações e multas. Para facilitar o cálculo, Carvalho recomenda que a empresa tenha em mãos algumas informações: custos da infraestrutura atual, custos por hora da equipe, unidades de armazenamento, links de internet, software e, não menos importante, os custos da cloud em si, que podem variar de acordo com o serviço desejado, seja software, plataforma ou infraestrutura. Depois disso, é preciso definir os objetivos da empresa, e entender o serviço desejado. “O ideal é fazer esse levantamento ainda na fase do planejamento, antes mesmo de apresentar o conceito aos decisores”, ressalta Carvalho.

É importante, ainda, considerar que uma migração para cloud diminuirá os gastos com infraestrutura interna, mas aumentará os custos mensais, seja com locação de equipamentos, seja com licenças do sistema. “É o que acontece com toda mudança: gasta-se mais no início, para economizar a médio e longo prazos”, explica Carvalho. Para minimizar isso, a empresa pode optar por vender equipamentos que não serão mais usados e negociar com fornecedores para reduzir ou, até mesmo extinguir, as multas ou juros do parcelamentos de custos. “Tendo em mente todas essas considerações, é necessário entender qual a economia e valor gasto, quais as áreas que serão beneficiadas e o valor atual da operação”, diz.  O importante é que o ROI seja positivo e maior do que 0 – o que já indica um retorno maior que o custo e que o projeto pode ser viável para a companhia.

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Imagem: depositphotos

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