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realidade aumentada e virtual

Realidade aumentada e virtual: como usá-las a favor do negócio

Divulgar uma marca ou melhorar a performance de empresas são alguns dos usos; até 2020 esse mercado atingirá US$ 162 bilhões

Descobrir mais sobre um produto, ver o complemento de uma propaganda de revista ou navegar por um projeto em 3D de arquitetura apenas com o uso de um óculos ou apontando o celular para a tela já faz parte de muitas empresas. Até 2025, a venda de imóveis, o varejo e o atendimento de serviços de saúde vão usar de maneira significativa aplicações de realidade aumentada e virtual, de acordo com projeções da Goldman Sachs. As tecnologias, usadas para adicionar elementos que enriquecem a experiência no campo visual do usuário ou para criar um novo cenário, já estão presente em grandes empresas como Microsoft e Google.

Mas, para adotá-las, é preciso antes saber a diferença entre as tecnologias. A realidade aumentada cria, por meio de equipamentos como óculos especiais, um ambiente 100% virtual. É como se o usuário estivesse em outro local, mas sem sair do lugar. Já a realidade virtual adiciona elementos visuais ao ambiente do usuário, sem alterar completamente o cenário. Na prática, é preciso apenas de um smartphone para ter acesso aos elementos. “Nas empresas, RA e RV podem ser usadas, principalmente, em duas vertentes: branding e performance”, ressaltou Thiago Moura, diretor da xGB, durante apresentação no IT Forum Expo 2017.

Branding

Significa usar as tecnologias para divulgar uma empresa ou marca. “Campanhas de marketing, promoções, eventos e apresentações podem ser criadas a partir de realidade aumentada e da realidade virtual”,  disse Moura. Por meio de RV, por exemplo, um cliente pode conhecer, sem sair do lugar, as instalações de uma fábrica e a estrutura de uma empresa. Já uma concessionária, pode apresentar um carro em uma feira. O cliente coloca os óculos e consegue ver detalhes como tecido do banco, opções de cores, painel etc.

Já com a RA, é possível transformar qualquer conteúdo estático em um vídeo interativo. Basta apontar o celular ao objeto – que pode ser um anúncio de revista ou até mesmo etiquetas de uma roupa – para que os elementos surjam.

Performance

As tecnologias também podem ser usadas para aumentar as vendas, captar talentos para recursos humanos e treinar a equipe. Para entrevistas de emprego, os candidatos podem colocar um óculos de realidade virtual e serem transportadas para a sala do CIO. Lá, conversam com o líder enquanto os recrutadores avaliam seu perfil. Já para o aumento de vendas, imobiliárias podem transportar seus clientes para dentro de casas e apartamentos – isso tudo sem sair do escritório.

“Para educação corporativa e treinamentos, é possível usar a realidade virtual para simular qualquer ambiente: desde uma turbina de um avião – para que uma equipe da aeronáutica aprenda sobre cada detalhe – até em simulações de cirurgias”. Já a realidade aumentada pode ser utilizada em treinamentos com livros, espaços interativos e games. Apontando o smartphone para áreas da empresa, por exemplo, os funcionários têm acesso a conteúdos e ganham pontos.

Até 2020, segundo dados do instituto de pesquisa BI Intelligence, o mercado global (aplicações, infraestrutura de software, hardware e telecomunicações) de VR/AR atingirá a marca dos US$ 162 bilhões.

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Imagem: Depositphotos

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