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Transformação digital exige um novo perfil de CIO

Líder de tecnologia passa a trabalhar em conjunto com CEO e diretores das demais áreas; possuir visão estratégica é tão importante quanto a habilidade técnica

Com a transformação digital, que impacta empresas de todos os portes e segmentos, e o surgimento de modelos de negócios disruptivos, como Uber e Airbnb, as atribuições do CIO também se transformam. Se antes falava-se apenas em manutenção de máquinas e instalação de software, hoje há uma gama de áreas a se especializar e as empresas precisam de um profissional que esteja atento às inovações, ao mesmo tempo que garanta agilidade e segurança da informação. “Agora o CIO participa, efetivamente, da construção da estratégia do negócio”, explica Marcia Oliveira, consultora de carreira sênior da Produtive.

Segundo ela, o profissional de TI precisa de uma nova abordagem, na qual a capacidade de gerir pessoas, trabalhar em equipe e possuir visão estratégica são tão importantes quanto a habilidade técnica.

Isso porque, com transformação digital, o executivo de TI passa a atuar lado a lado com o CEO e os principais diretores da empresa. “O CIO precisa construir uma nova imagem para ganhar confiança e influência nas áreas estratégicas da empresa. Para isso, é importante conhecer, além de tecnologia, metodologias relacionadas aos negócios, gestão, finanças e marketing”, explica Marcia.

Coaching como apoio

Para fazer essa transição e planejar os próximos passos da carreira, o coaching pode ser um grande aliado. O objetivo do processo é levar a pessoa de um patamar a outro. Por exemplo: o profissional quer se aproximar dos principais executivos da empresa e assumir uma postura mais gerencial, mas não possui as habilidades comportamentais exigidas. Com a ajuda de um coach, qualquer habilidade pode ser trabalhada. O processo consiste em três etapas. Primeiro é realizado um assessment para avaliar o perfil do profissional e suas competências e, assim, eleger os pontos que precisam ser desenvolvidos. Feito isso, começam as sessões que contam com entrevistas, conversas e atividades, em um total de seis a 12 encontros.

Com a definição do que será trabalhado, começa a parte prática. Durante a sessão, que dura em média uma hora, o coach propõe reflexões, aplica testes, faz perguntas e sugere algumas atitudes a serem inseridas no dia a dia. A recomendação é que o profissional busque, também, ajuda de pessoas nas quais confia. A mudança, quando feita sozinha, é mais difícil. Conversar com colegas de trabalho e pessoas do mercado que sejam um exemplo, auxilia nesse processo.

Os novos conhecimentos podem vir, também, do meio acadêmico, com cursos e estudos sobre as áreas, ou do próprio ambiente corporativo, com a participação em treinamentos, eventos e o envolvimento com os demais setores da empresa. Porém, Marcia ressalta: “É importante que o CIO tenha disposição e se ofereça para participar mais do negócio”.

A ideia é que o CIO consiga mesclar as competências técnicas com as comportamentais para, assim, direcionar a transformação digital. Segundo Marcia, para contribuir com o planejamento futuro da organização, o profissional precisa se antecipar às mudanças e levar tendências para o ambiente de trabalho. “Hoje a tecnologia muda a todo momento, e o profissional que não se atualiza, perde espaço nessa jornada”.

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Imagem: depositphotos

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