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4 coisas que você precisa saber sobre o blockchain

A tecnologia, usada para garantir a segurança das movimentações, já mobilizou cerca de US$ 1,4 bilhão em investimentos

Você certamente já ouviu falar de blockchain. A tecnologia, que está movimentando o mundo dos negócios, tem sido cada vez mais explorada pelas empresas. Segundo o Fórum Econômico Mundial, ela já mobilizou mais de 2,5 mil pedidos de patentes e cerca de US$ 1,4 bilhão em investimentos. Criado em 2008, originalmente como infraestrutura para as operações de bitcoin (moeda digital), o blockchain – solução de distribuição eletrônica que utiliza algoritmos de software para gravar e confirmar transações com confiabilidade e anonimato – garante o registro seguro de qualquer informação.

“A tecnologia, que pode ser usada para contratos, propriedades de imóvel, registro acadêmico ou serviço intelectual, praticamente inviabiliza o ataque de hackers”, ressalta Cezar Taurion, sócio e head de transformação digital da Kick Ventures. Isso porque, sua principal função é garantir a segurança das movimentações por meio da criptografia dos dados. Porém, sua aplicação ainda é tecnicamente complexa já que há poucas ferramentas, padrões e frameworks disponíveis que sejam realmente maduros. Pensando nisso, o editorial da Hewlett-Packard Company (HPE) separou quatro coisas que você precisa saber sobre blockchain:

1. Blockchain e bitcoin não são a mesma coisa

Bitcoin é uma criptomoeda que existe apenas no formato eletrônico, mas que funciona como qualquer dinheiro em papel. Já o blockchain é uma tecnologia que sustenta um banco de dados e transações de Bitcoins, em que cada passo é registrado e pode ser observado por seus participantes. “É possível, por exemplo, eliminar a bitcoin e permanecer com a tecnologia”, explica Taurion.

2. Blockchain não serve apenas para área de finanças

Apesar de ter sido usado inicialmente pelos bancos, o blockchain serve para registrar qualquer transação ou documento, seja de um imóvel, de um veículo ou registro acadêmico. Unilever e Walmart, por exemplo, já estão usando a tecnologia para rastrear a produção e distribuição de alimentos em massa. A ideia é que, com um código único de cada produto registrado via blockchain, sejam identificadas potenciais contaminações e irregularidades.

3. Profissionais especializados em blockchain estão em falta

“As universidades não estão olhando com atenção para o blockchain. Existem poucos treinamentos, aulas e cursos sobre a tecnologia”, ressalta Taurion. Por isso, ainda há pouca educação sobre o assunto, e os profissionais que entendam da ferramenta e desenvolvedores capazes de instalar a tecnologia ainda são raros.

4. Blockchain não acabará com os bancos

Por mais que a tecnologia permita que operações sejam feitas sem passar por terceiros, não suporta o volume de operações registradas nos cartões de créditos e grandes instituições financeiras.  “Em torno de cinco anos ele estará mais presente no cotidiano das empresas, mas não acabará com os bancos. A velocidade de mudança é exponencial, não linear. A cada ano, blockchain evolui”, ressalta Taurion.

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