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Como criar uma estratégia efetiva com o uso de robôs

Capacitar funcionários e definir os objetivos da empresa são dois pontos cruciais; mercado global de robótica deve alcançar US$ 87 bilhões até 2025

Como reflexo da transformação digital, o uso de robôs tem crescido a cada dia e chamado a atenção das empresas, cujo desafio é descobrir como usá-los para obter vantagem competitiva. Até 2025, o mercado global de robótica deve alcançar US$ 87 bilhões, de acordo com uma projeção da Boston Consulting Group (BCG). Segundo a consultoria, isso exige a criação de um modelo de negócio diferente, com a combinação entre trabalhadores humanos e máquinas.

Seja na área da saúde, seja em instituições financeiras ou no varejo, muitas companhias têm iniciado projetos com robôs em busca de velocidade, produtividade e diferenciação no mercado. A fábrica da Jeep, do grupo Fiat Chrysler, em Pernambuco conta, por exemplo, com 700 robôs, sendo 650 na funilaria, 40 na pintura e dez na montagem. Mas, isso não significa substituir todas as atividades pelas máquinas, como explica Reinaldo Roveri, consultor de inteligência de mercado e estratégia de negócios. “Algumas profissões estão longe de serem substituídas. Robôs não possuem capacidade motora suficiente para substituir um dentista, por exemplo, já que precisariam acessar lugares difíceis e muito específicos”.

Para encontrar a medida certa entre máquinas e humanos, o primeiro passo é realizar um mapeamento na empresa para identificar onde – e porque – usar os robôs. Para isso, é preciso ter em mente que as máquinas devem empoderar o trabalho humano, aumentando a qualidade de vida dos produtos e serviços e liberando tempo e espaço para que as pessoas se dediquem a trabalhos que exigem mais criatividade. Para as companhias que desejam criar uma estratégia mais simples de robótica, é possível começar com ações como automatizar portas de entrada e saída de estacionamento. Já em operações mais complexas, pode-se pensar em ações como o uso de máquinas para atividades de pintura de carros, como no caso da Fiat, automatização de ambientes de estoque, realização de impressões 3D e, até mesmo, ajudar médicos em cirurgias.

“O diferencial competitivo se dá pela forma com que a empresa usa o poder da robótica, não pela capacidade financeira de adquirir a tecnologia”, ressalta Roveri. Para ter sucesso na estratégia, é preciso pensar no futuro e adaptar processos e pessoas para uma nova realidade. De acordo com Roveri, isso inclui definir objetivos, capacitar funcionários e prepará-los para absorver o aumento da produtividade e as novas formas de produzir.

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Imagem: depositphotos

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