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realidade aumentada

Realidade aumentada: 3 pilares cruciais para a implementação

Avaliar a infraestrutura e oferecer treinamento à equipe são dois deles; em 2020, cerca de 100 milhões de consumidores comprarão em ambientes de RA

Em 2020, cerca de 100 milhões de consumidores comprarão em ambientes de realidade aumentada, que proporciona novas possibilidades e experiências de compra aos consumidores por meio da mistura entre o mundo real e virtual e interações 3D. Ao criar a ilusão de que novos elementos fazem parte do ambiente, a ideia é gerar mais interação e abrir uma nova dimensão na maneira como as pessoas adquirem produtos, interagem com o atendimento e se engajam em ações de marketing.

“Com informações virtuais adicionadas ao mundo real, a RA permite que os clientes tenham experiências diferenciadas e que as empresas ganhem produtividade e agilidade”, explica  consultor Cezar Taurion, sócio e head de transformação digital da Kick Ventures. Segundo ele, a tecnologia pode ser usada para elaborar um manual interativo e em tempo real; em um museu de história, com interações sobre as obras expostas; na educação, com cursos interativos; e na medicina, com a possibilidade de ter imagens de órgão em 3D.

Mas, para adotar a tecnologia é preciso se atentar a três pilares:

1. Realização de um projeto-piloto

Antes de tudo é preciso estar atento aos usos da RA, de como a tecnologia funciona, e fazer um projeto-piloto, identificando uma área da empresa que possa ser beneficiada. “Realizar um teste permite que os resultados iniciais possam ser avaliados e que os colaboradores aprendam os processos e saibam como lidar com as novas ferramentas”, afirma Taurion. Para isso, ele recomenda o estudo de casos similares e a identificação dos problemas da empresa e como a realidade aumentada pode contribuir.

2. Avaliação da infraestrutura

Aliado ao projeto inicial, é preciso preparar a infraestrutura, com o desenvolvimento ou contratação  de  aplicativos e softwares que suportem a tecnologia. “O projeto precisa ser factível. Não adianta pensar em algo muito grande se a companhia não estiver preparada”, ressalta Taurion. Capacitar a equipe, por meio de cursos e treinamentos, criando uma cultura voltada ao uso de novas tecnologias, também é um passo importante.

3. CIO como parceiro

Para que o projeto dê certo, é essencial que o líder de TI tenha um papel proativo, para engajar a equipe e buscar oportunidades e usos da tecnologia. “Não adianta esperar que todas as outras empresas testem a realidade aumentada. O CIO precisa inovar e trazer para a companhia uma estratégia de experimentação. Caso contrário, ele será irrelevante em pouco tempo”, completa Taurion.

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Imagem: depositphotos

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